Atuação da enfermagem na administração do palivizumabe em prematuros: benefícios e eficácia na prevenção do vírus sincicial respiratório
Palavras-chave:
Palivizumabe, Vírus Sincicial Respiratório, Enfermagem, Imunoprofilaxia, Segurança do PacienteResumo
Objetivo : A infecção pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR) é uma das principais causas de hospitalização pediátrica por bronquiolite e pneumonia. A imunoprofilaxia passiva com o anticorpo monoclonal Palivizumabe destaca-se como o referencial técnico na prevenção de complicações em prematuros e grupos de risco, reduzindo significativamente a morbidade respiratória neonatal. O objetivo deste estudo foi identificar os benefícios, a eficácia e o papel central da enfermagem no manejo do Palivizumabe e na transição para novas tecnologias profiláticas. Para isso, realizou-se uma revisão integrativa da literatura nas bases de dados SciELO, PubMed, BVS, SBIm e protocolos do Ministério da Saúde, incluindo fontes publicadas entre 2018 e 2025, nos idiomas português e inglês, totalizando 22 referências selecionadas. Os resultados apontam que o Palivizumabe permanece essencial na redução de internações (até 55%), enquanto diretrizes recentes (2024-2025) introduzem novos anticorpos de dose única, como o Nirsevimabe. Nesse cenário, o enfermeiro atua como gestor do processo, desde a manutenção da rede de frio e aplicação técnica até a liderança na adesão familiar e na transição segura entre os protocolos preventivos. Conclui-se que a eficácia da profilaxia depende da vigilância rigorosa da sazonalidade e da constante atualização técnica da equipe de enfermagem frente às inovações biotecnológicas, garantindo a continuidade e a segurança do cuidado neonatal no Sistema Único de Saúde (SUS).
Referências
Polazzi GL, Soneghini V, Marano R, Di Mauro G, Principi N, Esposito S. Acute Bronchiolitis by Respiratory Syncytial Virus: A Narrative Review. J Clin Med. 2023;12(4):1457. doi: 10.3390/jcm12041457.
Gonçalves MLN. Avaliação do programa de uso da imunoglobulina palivizumabe no Estado de São Paulo, Brasil. Rev Saude Publica. 2023;57:10.
Brasil. Ministério da Saúde. Protocolo de uso do palivizumabe para a prevenção da infecção pelo vírus sincicial respiratório (VSR). Brasília: Ministério da Saúde; 2022.
Caserta MT, et al. Palivizumab prophylaxis in infants and young children at increased risk of hospitalization for respiratory syncytial virus infection. Pediatrics. 2023;151(1):e2022060370.
Stiboy S, Fischer T, Klawonn F, Framke T, Haase R, Doerfel C, et al. Palivizumab prophylaxis and respiratory syncytial virus hospitalization in preterm infants. Eur J Pediatr. 2023;182(3):1101-1110. doi: 10.1007/s00431-022-04774-6.
Rosa MC. Percepção de enfermeiros acerca do processo de titulação hospital amigo da criança [trabalho de conclusão de curso]. Brasília: Centro Universitário de Brasília; 2021.
Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente. Nota técnica nº 120/2024: atualização das diretrizes para profilaxia do vírus sincicial respiratório (VSR). Brasília: Ministério da Saúde; 2024.
Farias CAC. Organização do processo de trabalho através de conhecimento, atitudes e práticas para administração segura de vacinas em crianças: uma revisão de escopo [dissertação]. Florianópolis: Universidade Federal de Santa Catarina; 2022.
Sun M, Gu X, Jiao W, Zheng J, Wang Y, Liu G. Monoclonal antibody for preventing respiratory syncytial virus in infants and children. Cochrane
Database Syst Rev. 2023;4(4):CD013028. doi:
1002/14651858.CD013028.pub4.
Abby Li, et al. A comparison of respiratory syncytial virus prophylaxis in multiple births versus singletons in the Canadian Palivizumab Registry. Pediatr Infect Dis J. 2021;40(10):880-5.
Baldassarre ME, et al. Bronchiolitis hospitalization in children ≤1 year, Southern Italy, year 2021: need for new preventive strategies? Ital J Pediatr. 2023;49(1):12.
Barry S, et al. Impact of using the International Risk Scoring Tool on the cost-utility of palivizumab in preventing severe respiratory syncytial virus infection in Canadian moderate-to-late preterm infants. J Med Econ. 2023;26(1):450-60.
Jesus JA, Silva RS, Santos TS, Silva AM, Junior WS, Novo NF. Relação das competências profissionais do enfermeiro em emergência com o produto do cuidar em enfermagem. Rev Bras Enferm. 2023;76(2):e20220261. doi: 10.1590/0034-7167-2022-0261.
Kimura A, et al. Utilization and effectiveness of palivizumab in children with Down syndrome. J Pediatr Nurs. 2020;52:e50-5.
Koo Nagasawa, et al. The Working Group for Revision of the “Guidelines for the Use of Palivizumab in Japan”: a committee report. J Nippon Med Sch. 2022;89(3).
Lima RS. Imunoprofilaxia do vírus sincicial respiratório com palivizumabe em crianças em hospital da zona sul de São Paulo. Rev Paul Pediatr. 2020;38:e2018345.
Nduaguba SO, et al. Respiratory syncytial virus reinfections among infants and young children in the United States, 2011-2019. J Infect Dis. 2022;226(Suppl 2).
Papenburg J, et al. Cost analysis of the suspension of immunoprophylaxis for respiratory syncytial virus in infants born at 33 to 35 weeks' gestational age in Quebec. CMAJ Open. 2020;8(4).
Rocca A, et al. Passive immunoprophylaxis against respiratory syncytial virus in children: where are we now? Expert Rev Clin Immunol. 2021;17(1).
Roy Á, et al. Increased age of respiratory syncytial virus-related hospitalization during the COVID-19 pandemic in Lyon was associated with reduced hospitalization costs. J Infect. 2023;87(2).
Staebler S, et al. Respiratory syncytial virus disease: review of immunoprophylaxis policy and public health concerns in preterm and young infants. Adv Neonatal Care. 2021;21(5).
Wittenauer R, et al. Cost of managing RSV in childhood and cost-effectiveness of RSV interventions: a systematic review from a low- and middle-income country perspective. Vaccine. 2023;41(15).
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
-
Atribuição — Você deve dar o crédito apropriado, prover um link para a licença e indicar se mudanças foram feitas. Você deve fazê-lo em qualquer circunstância razoável, mas de nenhuma maneira que sugira que o licenciante apoia você ou o seu uso.
- Sem restrições adicionais — Você não pode aplicar termos jurídicos ou medidas de caráter tecnológico que restrinjam legalmente outros de fazerem algo que a licença permita.


