Índice de fatigabilidade do treinamento de força com eletroestimulação em indivíduos fisicamente ativos

Autores

  • Anderson Justino Borges Gontijo Gomes
  • Wallace Junio Lira Pereira
  • Evylyn Justino Corrêa Gantijo
  • Rochester Gomes Alagia
  • Costa Pereira

Palavras-chave:

Índice de fadiga, Treinamento de força, Estimulação elétrica, Hipertrofia com eletroestimulação

Resumo

O índice de fatigabilidade (IF) é induzido pela fadiga muscular por meio de efeitos agudos que comprometem o desempenho motor provocado pelo exercício físico. O treinamento de força (TF) tem se popularizado principalmente por promover o aumento da hipertrofia muscular, e praticantes de musculação têm buscado alternativas que potencializem o TF; nesse contexto, a eletroestimulação (EE) vem ganhando destaque por aumentar a ativação das fibras de contração lenta, constituindo uma excelente alternativa para potencializar os resultados, embora esses benefícios ainda não sejam conclusivos na literatura. O objetivo deste estudo foi verificar o índice de fatigabilidade (IF) do músculo quadríceps em indivíduos fisicamente ativos, utilizando a EE de forma concomitante ao TF. Participaram do estudo 26 indivíduos, sendo 20 homens e 6 mulheres, com idades entre 20 e 40 anos. Os participantes foram distribuídos aleatoriamente em dois grupos: grupo controle (GC), submetido apenas ao TF, e grupo eletro (GE), submetido ao TF+EE. Os dados estatísticos foram obtidos com auxílio do SPSS 26.0. O GC (5,13 ± 3,21) não apresentou diferenças significativas no IF; por outro lado, o GE (15,76 ± 5,30 IF) apresentou IF superior em comparação ao GC. A eletroestimulação induz aumento do IF no TF, corroborando a hipótese inicial do estudo.

Referências

Enoka RM, Duchateau J. Translating fatigue to human performance. Med Sci Sports Exerc. 2016;48(11):2228-38.

Maffiuletti NA, Jubeau M, Munzinger U, Bizzini M, Agosti F, De Col A, et al. Differences in quadriceps muscle strength and fatigue between lean and obese subjects. Eur J Appl Physiol. 2007;101(1):51-9.

Santosa RF, Freitas Junior WM, Araújo RO. Avaliação do índice de fadiga muscular de flexores e extensores de joelho em indivíduos ativos e sedentários. Rev Bras Cienc Esporte. 2020;42:e2015.

Fleck SJ, Kraemer WJ. Fundamentos do treinamento de força muscular. 4a ed. Porto Alegre: Artmed; 2017. p. 1-14.

Baechle TR, Earle RW. Essentials of strength training and conditioning. 3rd ed. Champaign (IL): Human Kinetics; 2008. p. 395-6.

Agne JE. Eletrotermoterapia: teoria e prática. Santa Maria: Orium; 2005.

Sivini SCL, Lucena ACT. Desenvolvimento da força muscular através da corrente russa em indivíduos saudáveis. Recife: Universidade Federal de Pernambuco; 1999.

Lucena C. Bases neurofisiológicas da eletroterapia. Curitiba: Levise; 1999.

Pernambuco AP, Carvalho NM, Santos AH. A eletroestimulação pode ser considerada uma ferramenta válida para desenvolver hipertrofia muscular? Fisioter Mov. 2013;26(1):123-31.

Lima APT, Ribeiro IA, Coimbra LMC, Santos MRN, Andrade EN. Mecanoterapia e fortalecimento muscular: um embasamento seguro para um tratamento eficaz. Rev Saude Com. 2006;2(2):143-52.

Lucena C. Bases neurofisiológicas da eletroterapia. Curitiba: Levise; 1999.

Maffiuletti NA, Jubeau M, Munzinger U, Bizzini M, Agosti F, De Col A, et al. Differences in quadriceps muscle strength and fatigue between lean and obese subjects. Eur J Appl Physiol. 2007;101(1):51-9.

Matias R, Castro N. Estimulação electromuscular: o futuro do exercício? In: Proceedings of the Workshop BioMed; 2002. p. 1-6.

Nunes LCBG, Quevedo AAF, Magdalon EC. Effects of neuromuscular electrical stimulation on tibialis anterior muscle of spastic hemiparetic children. Rev Bras Fisioter. 2008;12(4):317-23.

Paoli A, Moro T, Marcolin G, Neri M, Bianco A, Palma A, et al. High-intensity interval resistance training (HIRT) influences resting energy expenditure and respiratory ratio in non-dieting individuals. J Transl Med. 2012;10(1):237.

Pernambuco AP, Carvalho NM, Santos AH. A eletroestimulação pode ser considerada uma ferramenta válida para desenvolver hipertrofia muscular? Fisioter Mov. 2013;26(1):123-31.

Pollock ML, Wilmore JH. Exercícios na saúde e na doença: avaliação e prescrição para prevenção e reabilitação. 2. ed. Rio de Janeiro: Medsi; 1993.

Russ DW, Elliott MA, Vandenborne K, Walter GA, Binder-Macleod SA. Metabolic costs of isometric force generation and maintenance of human skeletal muscle. Am J Physiol Endocrinol Metab. 2002;282(2):E448-57.

Russ DW, Vandenborne K, Binder-Macleod SA. Factors in fatigue during intermittent electrical stimulation of human skeletal muscle. J Appl Physiol (1985). 2002;93(2):469-78.

Sforzo GA, Touey PR. Manipulating exercise order affects muscular performance during a resistance exercise training session. J Strength Cond Res. 1996;10(1):20-4.

Silva B, Martinez FG, Moré Pacheco A, Pacheco I. Efeitos da fadiga muscular induzida por exercícios no tempo de reação muscular dos fibulares em indivíduos sadios. Rev Bras Med Esporte. 2006;12(1):27-32.

Santosa RF, Freitas Junior WM, Araújo RO. Avaliação do índice de fadiga muscular de flexores e extensores de joelho em indivíduos ativos e sedentários. Rev Bras Cienc Esporte. 2020;42:e2015.

Sivini SCL, Lucena ACT. Desenvolvimento da força muscular através da corrente russa em indivíduos saudáveis. Recife: Universidade Federal de Pernambuco; 1999.

Teixeira CVLS, Gomes RJ. Treinamento resistido manual e sua aplicação na educação física. Rev Bras Fisiol Exerc. 2016;15(1):24-35.

Veldman MP, Gondin J, Place N, Maffiuletti NA. Effects of neuromuscular electrical stimulation training on endurance performance. Front Physiol. 2016;7:544.

Weber FS, Silva BGC, Cadore EL, Pinto SS, Pinto RS. Avaliação isocinética da fadiga em jogadores de futebol profissional. Rev Bras Cienc Esporte. 2012;34(3):775-88.

Weber FS, Silva BGC, Radaelli R, Paiva CR, Pinto RS. Avaliação isocinética em jogadores de futebol profissional e comparação do desempenho entre as diferentes posições ocupadas no campo. Rev Bras Med Esporte. 2010;16(4):264-8.

Publicado

2026-01-22

Como Citar

Gomes, A. J. B. G., Pereira, W. J. L., Gantijo, E. J. C., Alagia, R. G., & Pereira, C. (2026). Índice de fatigabilidade do treinamento de força com eletroestimulação em indivíduos fisicamente ativos. Revista REVOLUA, 5(1), 42–53. Recuperado de https://revistarevolua.emnuvens.com.br/revista/article/view/128

Edição

Seção

Revisão