Análise quantitativa de preparos veganos e vegetarianos comparados com suas versões originais em um buffet em Brasília

um estudo de caso

Autores

  • Leonardo Costa Pereira
  • Letícia Fernandes Lima
  • Aldemir Mangabeira

Palavras-chave:

Alimentos Elaborados, Regimes Alimentares, Ingestão de Macronutrientes, Ingestão de Micronutrientes

Resumo

Introdução: O aumento do interesse por estilos de vida mais saudáveis, sustentáveis e éticos tem ampliado a adoção de dietas
vegetarianas e veganas, cujos benefícios dependem de planejamento adequado para prevenir deficiências de nutrientes como
ferro, zinco, cálcio, vitaminas D e B12. Este estudo avaliou o impacto da adaptação de receitas tradicionais para versões veganas
e/ou vegetarianas sobre a composição nutricional e o custo de produção. Métodos: Estudo observacional transversal com 62
receitas (36 originais, 18 veganas e 13 vegetarianas) de um grande restaurante de Brasília. A composição nutricional foi
estimada com base na TBCA, na POF 2008-2009 e em tabelas do IBGE, considerando macronutrientes, sódio, vitaminas D e B12.
Os custos foram padronizados por 100 g. As comparações entre grupos foram realizadas pelo teste de Kruskal-Wallis,
adotando-se p≤0,05. Resultados: Em 100 g, as receitas apresentaram média de 151±9,07 kcal, 9,39±1,10 g de carboidratos,
10,36±1,12 g de proteínas e 7,89±0,33 g de lipídeos. Preparações vegetarianas e veganas apresentaram maiores teores de
carboidratos (14,05±3,04 g e 10,27±1,21 g, respectivamente) em comparação às originais (6,9±0,87 g), enquanto as originais
apresentaram maior teor proteico. O teor de lipídeos foi semelhante entre os grupos (mediana: 6,40 g [4,3;10,91]). O custo
médio foi de R$17,92±1,47. Conclusão: A reformulação de receitas tradicionais para versões veganas e vegetarianas alterou de
forma relevante a composição nutricional e os custos de produção, reforçando a necessidade de planejamento para assegurar
adequada oferta de nutrientes essenciais.

Referências

Philippi ST, Pimentel CVM, Martins MCT. Nutrição e alimentação

vegetariana: tendência e estilo de vida. Santana de Parnaíba (SP):

Manole; 2022.

Magalhães MP, Oliveira JC. Veganism: historical aspects. Rio de

Janeiro: Universidade Federal do Rio de Janeiro, Instituto de Nutrição

Josué de Castro; 2019.

Révillion JPP, Kapp C, Badejo MS, Dias VV. O mercado de alimentos

vegetarianos e veganos: características e perspectivas. Cad Ciênc

Tecnol. 2020;37(1):e26603.

BIS Research. Global plant-based food and beverages alternatives

market: analysis and forecast, 2019-2024. Fremont (CA): BIS

Research; 2019.

Marchioni DML, Gorgulho BM, Steluti J. Consumo alimentar: guia

para avaliação. Santana de Parnaíba (SP): Manole; 2019.

Brasil. Conselho Nacional de Saúde. Resolução nº 466, de 12 de

dezembro de 2012. Brasília (DF): Conselho Nacional de Saúde; 2012.

Brasil. Conselho Nacional de Saúde. Resolução nº 510, de 7 de

abril de 2016. Brasília (DF): Conselho Nacional de Saúde; 2016.

Universidade de São Paulo. Food Research Center. Tabela Brasileira

de Composição de Alimentos (TBCA). São Paulo: USP; 2023.

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Pesquisa de

Orçamentos Familiares 2008-2009: tabelas de composição nutricional

dos alimentos consumidos no Brasil. Rio de Janeiro: IBGE; 2011.

Brasil. Ministério do Trabalho e Emprego. Programa de

Alimentação do Trabalhador (PAT) [Internet]. Brasília (DF): Ministério

do Trabalho e Emprego; 2026 [citado 2026 jun 1]. Disponível em:

gov.br/trabalho-e-emprego

Lima UA. Matérias-primas dos alimentos. São Paulo: Blucher;

Dunford M. Fundamentos de nutrição no esporte e no exercício.

São Paulo: Manole; 2012.

Mahan LK, Escott-Stump S, Raymond JL. Krause: alimentos,

nutrição e dietoterapia. Rio de Janeiro: Elsevier; 2013.

Organização Pan-Americana da Saúde. Alimentação saudável

[Internet]. Washington (DC): OPAS; 2019 [citado 2026 jun 1].

Disponível em: paho.org/pt/documents/topicos/alimentacao-saudavel

Barroso WKS, Rodrigues CIS, Bortolotto LA, Mota-Gomes MA,

Brandão AA, Feitosa ADM, et al. Diretriz Brasileira de Hipertensão

Arterial – 2025. Arq Bras Cardiol. 2025;122(9):e20250624.

Mu L, Yu P, Xu H, Gong T, Chen D, Tang J, et al. Effect of sodium

reduction based on the DASH diet on blood pressure in hypertensive

patients with type 2 diabetes. Nutr Hosp. 2022;39(3):537-46.

Donaldson LF, Bennett L, Baic S, Melichar JK. Taste and weight:

is there a link? Am J Clin Nutr. 2009;90(3):800S-803S.

Motta V. Bioquímica. Porto Alegre: MedBook; 2011.

Ramos S, Campos LF, Baptista DR, Strufaldi M, Gomes DL,

Guimarães DB, et al. Terapia nutricional no pré-diabetes e no

diabetes mellitus tipo 2. Diretriz Soc Bras Diabetes. 2023.

Alberto ABS. MARV: mapeamento de restaurantes veganos e

vegetarianos. Natal: Instituto Federal de Educação, Ciência e

Tecnologia; 2019.

Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da

Síndrome Metabólica. Diretrizes brasileiras de obesidade 2016. 4ª ed.

São Paulo: ABESO; 2016.

Brasil. Ministério da Saúde. Vigitel Brasil 2020: vigilância de

fatores de risco e proteção para doenças crônicas por inquérito

telefônico. Brasília (DF): Ministério da Saúde; 2021.

Marreiro DN, Cozzolino SMF. Obesidade e nutrição. São Paulo:

Manole; 2023.

São Paulo (Município). Secretaria Municipal da Saúde. Portaria

nº 2619, de 6 de dezembro de 2011. São Paulo: Secretaria Municipal

da Saúde; 2011.

Mota JF, Strufaldi MB, Alvarez MM. Nutrição e diabetes mellitus

na prática clínica. Santana de Parnaíba (SP): Manole; 2023.

Publicado

2026-09-03

Como Citar

Pereira, L. C., Lima, L. F., & Mangabeira, A. (2026). Análise quantitativa de preparos veganos e vegetarianos comparados com suas versões originais em um buffet em Brasília: um estudo de caso. Revista REVOLUA, 4(4), 192–205. Recuperado de https://revistarevolua.emnuvens.com.br/revista/article/view/123

Edição

Seção

Revisão

Artigos mais lidos pelo mesmo(s) autor(es)